segunda-feira, 9 de abril de 2007

Promessa é dívida!

Conforme prometido, segue poema de Elizabeth Hazin, uma obra prima.

Por que nada permanece inteiriço
em sua casca,
protegido?
um dia racha
e pela fenda
passam peixes e navios
fantasmas que na noite ganham
[vulto:
fogo, chama, fumaça
nada permanece inteiro tudo se esgarça
assim é o intervalado texto do [destino,
forrando a mesa
por que não se estende eterno,
se é tão fino?
por que não dura a inteireza?

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